O pastoreio que exercemos, assentado na Cátedra de Pedro, no pleno e legítimo exercício de nossa autoridade apostólica, e no direito imprescritível de velar pelas ovelhas que o Senhor nos confiou em seu redil, somos movidos, pela graça da Providência Divina, a prover novos pastores para a edificação e o serviço do Povo de Deus.
A Igreja de Queluz, primeira entre as Igrejas do Brasil no universo habbiano, distingue-se pela sua dignidade e relevância histórica, em razão de sua nobre antiguidade. Esta veneranda Igreja Particular constitui testemunha perene da perseverança diante das tribulações e vicissitudes dos séculos, sendo ela mesma legítima depositária do augusto título de Aparecida.
Considerando a resignação apresentada por nosso venerável irmão, o Em.mo Cardeal Pablo Maxi, ao pastoreio desta dileta grei; bem como a designação, ad interim, de administrador apostólico na pessoa do Em.mo Cardeal Vicenzo Pecci; e não julgando oportuno que tal Sede Arquiepiscopal permaneça vacante por mais tempo, voltamos nossas atenções para ti, dileto e venerando irmão, que, ornado de prudência pastoral, zelo apostólico e fidelidade às realidades sagradas, nos pareces apto e digno de assumir tal encargo.
Portanto, após ouvir o parecer do Dicastério para os Bispos, e exercendo a plenitude de nossa autoridade apostólica, te nomeamos e constituimos, Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Queluz, com todos os direitos, faculdades e obrigações que este insigne título e ofício comportam. Simultaneamente, desligamos-te de qualquer vínculo com a Sé titular de Gurza, mantendo, porém, os ofícios que já ocupas.
A posse canônica deverá realizar-se em solene celebração eucarística na Catedral, diante do clero e de todo o povo fiel, ocasião em que apresentarás estas Letras Apostólicas, observando-se as normas litúrgicas vigentes, para então iniciares o pastoreio desta Arquidiocese. Quanto ao teu pálio arquiepiscopal, sinal visível de tua comunhão plena conosco e com a Sé de Pedro, recebê-lo-ás de nossas mãos em Roma, junto aos túmulos dos gloriosos Apóstolos, em data oportunamente determinada.
Exortamos-te, amado irmão, a recordar-te sempre das palavras do Apóstolo São Paulo: “Vigiai sobre vós mesmos e sobre todo o rebanho, do qual o Espírito Santo vos constituiu guardiães, para apascentardes a Igreja de Deus, que Ele adquiriu com o seu próprio sangue” (Cf. At 20,28). Sustenta, pois, com ardor e mansidão o povo que te é confiado, não como dominador dos fiéis, mas como exemplo do rebanho, conforme o ensinamento do Príncipe dos Apóstolos.
Concedemos-te, enfim, nossa bênção apostólica, invocando a intercessão maternal da Bem-aventurada Virgem Maria, Senhora Aparecida, excelsa Padroeira desta Arquidiocese, para que Ela, te fortaleça no caminho e acompanhe teu ministério pastoral.
Dado em Roma, junto ao túmulo do Apóstolo Pedro, aos vinte e cinco de setembro do Ano Santo da Esperança de dois mil e vinte e cinco, primeiro do Nosso Pontificado, na vigésima quinta semana do Tempo Comum.
℣.: O Senhor esteja convosco.
℣.: Naquele tempo, enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás, não está apto para o Reino de Deus”.